quarta-feira, 9 de abril de 2014

DO DEFEITO, PARA TRANSFORMAÇÃO



A Cidade de São Paulo perde muito, em especial a Zona Oeste, com um planejamento que foi mal elaborado, que até se entende pela época, mas hoje vamos unirmos para corrigir uma coisa que não requer muita receita, e muitos ganharão com a modernização, qualidade de vida e bem estar, avanços em crescimento e desenvolvimento, para todos moradores da capital.

A estação da CPTM (Companhia de Paulista de Trens Metropolitanos) Lapa, das linhas 8 diamante e 7 rubi, nasceu com um defeito como uma construção de uma casa errada, como um carro com defeito de fábrica (não tem acesso entre as duas linhas, além de separar o bairro).
             
O projeto, que corrigi o erro do passado que já vem de muito tempo é o enterramento e unificação (acesso) das estações da Lapa, que hoje para fazer baldeação precisa sair da estação e pagar para ir até a outra estação da mesma companhia e nome. Passando as estações a serem subterrâneas, seria construído na superfície, acima das estações praça/parque, para diversões, acontecendo assim uma grande transformação e valorização.



A Lapa na Zona Oeste de São Paulo é um bairro boêmio, como a Vila Madalena, mas esse defeito que separa o bairro (além das duas estações separadas), impediu um desenvolvimento maior, e ao mesmo tempo deixando de oferecer uma nova opção de diversão e passeio para os moradores da região, como parques de outras regiões (Villa Lobos, Ibirapuera, do Povo, do Carmo). A estação da Lapa foi inaugurada em 1899, e ao decorrer do tempo houve mudanças na utilização da linha férrea, em 1947 foi criada a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, e em 1950 foi construída a Estrada de Ferro Sorocabana com 500 metros de distância entre as duas estações.  





                                                   Situação atual da região



Com uma história marcada pela presença da ferrovia em nível e de indústrias, que ao longo do tempo migraram para outros lugares, o bairro da Lapa, em São Paulo, tornou-se um espaço segregado e de difícil locomoção. Mas, pela sua localização privilegiada na cidade e ampla estrutura de serviços e comércio, o bairro possui grande potencial de uso.

A responsabilidade de propor uma transformação e recuperação desta área, através de um Plano Urbano e de um Projeto Funcional para uma nova estação de trem e metrô, foi destinada ao escritório UNA Arquitetos.

Talvez a palavra ‘transposição’ seja a que melhor caracterize a intenção dos projetos que prevê não só a melhoria na circulação dos meios de transporte e pedestres, como a integração das duas partes do bairro da Lapa, que, atualmente, estão separadas pela ferrovia.

Vários aspectos chamam a atenção na proposta, mas o principal deles é o enterramento das linhas do trem num trecho de 01 km de extensão, entre os pátios existentes da Lapa e Água Branca. Assim, a malha ferroviária deixa de ser uma barreira na cidade e a ação traz possibilidades para construir um conjunto de edificações, ruas, passeios e espaços de lazer, numa proposta de nova integração do espaço e infra-estrutura qualificada.

Para viabilizar a obra, o projeto teve que ser dividido em duas fases, criando uma estratégia que, através da construção de duas paredes diafragma paralelas, seja possível construir um mezanino subterrâneo da estação e, em seguida, o enterramento da linha do trem e os novos espaços de serviços. 

Como se não bastasse, a região ainda é cortada por um afluente do Rio Tietê, o córrego Tiburtino, que acabou sendo determinante para o desenho da estação, pois teve parte do seu trecho canalizado através de uma ponte sobre as futuras plataformas.

Já no nível da cidade, por onde passam hoje os trens, foi prevista uma marquise que se estende por quase todo o percurso da linha férrea enterrada, com o intuito de abrigar o comércio e entradas de novos edifícios. Em um jogo de aberturas, coberturas translúcidas e teto jardim, este elemento do projeto permite que a luz chegue até as plataformas de trem no subsolo e promova sombras nos espaços de permanência localizados no chão da cidade.

O arquiteto Fernando Viégas, um dos sócios do escritório UNA Arquitetos, revela que “a medida que o projeto foi sendo desenvolvido foram sendo descobertas certas interferências e o desafio foi enfrentá-las de forma que respondessem aos problemas da região e que dessem à Lapa uma conexão fluída, com um espaço público novo e qualificado”.

Percebe-se que, em um projeto deste porte, o transporte sobre trilhos não foi pensado setorialmente, mas integrado a operações urbanas municipais, a novas vias de conexão locais, a interferências infraestruturais existentes e que leva em conta a possibilidade do mercado imobiliário, através de edificações, reduzir os custos totais da implantação aos cofres públicos.


Arquitetura: UNA Arquitetos – Cristiane Muniz, Fábio Valentim, Fernanda Bárbara e Fernando Viégas
Colaboradores: Bruno Gondo, Carolina Klocker, Eduardo Martorelli e Luccas Matos
Consórcio: Falcão Bauer / Geribello
skyscrapercity.com





terça-feira, 25 de março de 2014

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL. SERIA BOM?


Ultimante estão acalorados os comentários e debates sobre a redução da maioridade penal, que pode ser votado no plenário do Senado, pesquisas apontam que um percentual considerável da população é a favor da redução da idade para menores a partir de 16 anos responderem criminalmente em casos de crimes hediondos.   

Esse debate precisa ser melhor aprofundado, a função dos presídios seria na teoria para recuperar cidadãos que comete algum tipo de delito para voltar à sociedade, mas na prática todos sabem que acontece o contrário, muitas vezes são presos por crimes menores e sai da prisão cometendo muito mais crimes graves pelo convívio com bandidos de alta periculosidade.    

No meu conceito vendo a situação dos presídios, aonde muitas vezes são como sedes de comando de facções, e escolas do crime. Sugiro e defendo uma possível reforma no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e/ou votar um novo projeto complementar, o texto base seria:   
Menores de qualquer idade responderia aos crimes cometidos, através leis penais (idêntico ao código penal), com juizados especiais para o julgamento e execuções. E cumpririam as penas, nas mesmas unidades usadas hoje para internação dos mesmos menores infratores, no caso do estado de São Paulo, Fundação Casa. 



Dessa forma mudaria apenas o tempo de internação, com duração de no máximo 30 anos conforme a determinação dos juízes, como são para maiores de idade que cumprem pena em presídios. Ficarão sem o convívio com facções, sem antecedentes criminais, para voltar a se integrar à sociedade com dignidade, longe do crime.  E ao decorrer do cumprimento de alguns casos, menores internados seriam encaminhados para atividades fora das unidades durante o dia (cursos, trabalhos, esportes). E seria exigido das autoridades responsáveis no Brasil a providencia de unidades especificas para internação de menores, nos casos de crimes hediondos.

Muito se fala da impunidade de menores que praticam crimes, mas a própria justiça precisaria ser melhor aprimorada para não deixar abrir brechas na lei, para verdadeiramente diminuir a impunidade, aonde muitas vezes réus confessos de crime hediondo ficam menos tempo na prisão, que um menor internado.   



Dez anos após matar a namorada, Pimenta Neves vive em liberdade
Réu confesso no assassinato de Sandra Gomide, o então diretor de redação de O Estado de S. Paulo ficou menos de 7 meses preso

13/08/2010 12:00 Ricardo Galhardo, iG São Paulo

No dia 20 de agosto de 2000, o então diretor de redação do jornal "O Estado de S. Paulo" Antonio Marcos Pimenta Neves matou com dois tiros pelas costas a repórter do jornal Sandra Gomide, de 32 anos, em um haras em Ibiúna. Algumas semanas antes ele havia sido abandonado por Sandra, que era também sua namorada. Pimenta Neves confessou o crime, foi condenado em 2006 a 19 anos de cadeia em um júri popular (pena reduzida para 18 e depois 15 anos), mas passou menos de sete meses na prisão.

Passados quase 10 anos do assassinato de Sandra, especialistas e advogados que participaram do caso creditam a impunidade do jornalista a dois fatores: a lentidão da Justiça e a legislação penal anacrônica brasileira. No início de agosto o caso finalmente chegou às mãos do ministro Celso de Mello, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode a qualquer momento decidir se aceita ou não o recurso da defesa de Pimenta, que pede a anulação do julgamento realizado em maio de 2006.

Embora tenha embasamento jurídico, a situação de Pimenta contraria a lógica. Ele se beneficia da presunção da inocência para continuar solto apesar de ser um réu confesso. Ou seja, não existem dúvidas quanto à sua culpa mas a Justiça ainda o considera inocente até que não exista mais possibilidade de apelação.
Pimenta Neves foi preso em 3 de setembro de 2000, logo depois de cometer o crime, e solto em 23 de março de 2001 graças a um habeas corpus do mesmo ministro Celso de Mello que lhe conferia o direito de aguardar em liberdade o julgamento, que só aconteceria em 2006 devido a protelações da defesa e à lentidão do Judiciário.

Em 13 de dezembro daquele ano o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação e determinou a prisão do jornalista. Ele foi considerado foragido da Justiça por três dias até que no dia 16 de dezembro a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu novo habeas corpus, desta vez baseado na presunção da inocência.

A tendência de manter o réu em liberdade até que o caso transite em julgado começou no início da década de 2000 no STF e se transformou em jurisprudência que agora também é seguida pelo STJ. A ideia é impedir a injustiça de colocar na cadeia alguém que, em última instância, pode ser considerado inocente. "Isso é até louvável, mas não no caso de um assassino confesso. Falta sensibilidade aos tribunais superiores. Como um réu confesso pode ser presumidamente inocente?", questionou o promotor do caso, Carlos Sérgio Rodrigues Horta Filho.

Lentidão da Justiça

A partir de então o caso entrou em um labirinto de recursos especiais e extraordinário, apelações, embargos, agravos regimentais, agravos de instrumentos, enfim, todo o arsenal que a legislação brasileira oferece para protelar o cumprimento da sentença.
No final de julho o Ministério Público Federal deu parecer contrário à defesa de Pimenta e o processo foi finalmente remetido para o ministro Mello. Para se ter uma ideia de como o processo desviou do objetivo principal, o nome de Sandra e o crime do qual ela foi vítima não são nem sequer citados no parecer do MPF.

Em agosto de 2009 a situação era descrita no site do STF pela sigla "EDCL no AGRG nos ERESP". Traduzindo: embargos declaratórios no agravo regimental nos embargos do recurso especial. Tudo isso foi negado pela Justiça. Depois a defesa protocolou um recurso extraordinário que finalmente será julgado pelo STF. Os advogados de Pimenta alegam irregularidades no julgamento como a proibição de um depoimento por vídeo gravado (o que impede a acusação de contestar as afirmações do depoente) e a ausência de uma testemunha que vive nos EUA e serviria apenas para reafirmar a idoneidade de Pimenta Neves.

A ação movida pelo pai de Sandra pedindo indenização a Pimenta também está longe do fim. O jornalista foi condenado a pagar R$ 166 mil mas seus advogados recorreram. O caso ainda não foi julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e ainda pode ir para o STJ e o STF.

"Se até hoje ele não propos um acordo é porque pretende recorrer muitas vezes. Este caso ainda vai para a terceira instância", disse o advogado Fábio Barbalho Leite.
O defensor do jornalista, José Alves de Brito Filho, se recusou a comentar o caso. Ele também se negou a intermediar um pedido de entrevista com Pimenta Neves. "Ele não dá entrevista nem para Deus", disse o advogado. O iG foi quatro vezes até a casa do jornalista que nem sequer abriu a porta.

Impunidade de Pimenta Neves

Outros profissionais que participaram do caso se dividem quanto às causas da impunidade de Pimenta. Alguns acusam o sistema em si e seus infinitos recursos. Outros, à lentidão dos tribunais. 
"Embora existam todos estes recursos, quando houve vontade da Justiça o caso andou. O problema é a lentidão. O processo ficou seis anos aguardando julgamento no Tribunal de Justiça. Ninguém fica seis anos esperando julgamento preso. Ele está se aproveitando dos recursos que tem direito. O que não pode é demorar tanto para julgar", disse o advogado Sergei Cobra Arbex, assistente da acusação.

Já o promotor Horta Filho está descrente de que o jornalista seja preso. "Este caso é um dos maiores absurdos do sistema jurídico brasileiro. Vou ser sincero. Não tenho expectativa nenhuma. Bastaria dizer que não cabe mais recurso, mas os tribunais superiores não batem o martelo e permitem essa protelação sem fim", disse ele.

Com 50 anos de experiência na área criminal, o advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes lembrou que a legislação foi abrandada ainda na ditadura militar para beneficiar o delegado Sérgio Paranhos Fleury, um dos principais responsáveis pela repressão política em São Paulo, que foi alvo de pedido de prisão por supostos assassinatos cometidos pelo esquadrão da morte, na década de 70.

"Pimenta Neves está solto porque tem bons antecedentes e é primário. Isso vale para qualquer um que cometa um crime desde a chamada Lei Fleury, que criou a liberdade provisória. Ironicamente o jornalista é beneficiado por uma lei criada para proteger um dos maiores carrascos da ditadura", disse o advogado.

terça-feira, 11 de março de 2014

COPA/SP:TRÂNSITO E TRANSPORTES, CUIDADOS E PRIORIDADES



Gostaria de pedir uma analise da prefeitura e secretaria de transportes do município de São Paulo com a construção de corredores de ônibus na cidade, pelo motivo de poder começar muitos de uma só vez, o que pode trazer problemas sérios no momento e também para sempre em algumas regiões.

Como muitas vezes citei que a construção de corredor de ônibus na avenida Radial Leste, retiraria as faixas reversíveis que funciona nos horários de pico na manhã e a tarde o que traria um trânsito ainda maior na avenida que já é quase travada pelo congestionamento, e somando a isso as vésperas da Copa do Mundo com construção na avenida que dá acesso ao estádio de abertura da Copa, o transtorno e reclamações vai multiplicar, a exemplo da avenida Inajar de Souza na Zona Norte (em obras reconstruindo corredor).

E para a cidade de São Paulo não tomar um vexame no Mundo, devido ao trânsito caótico/principalmente na avenida Radial Leste, (hotéis que irão hospedar os turistas estarão longe), precisaria tomar decisões pontuais e importantes para desafogar o trânsito, para os dias dos jogos da Copa do Mundo no estádio do Corinthians.

A medida certa, necessária e sensata como sugerir muitas vezes, seria a duplicação da avenida Radial Leste (Vila Matilde até Itaquera) como não dará mais tempo.

Sugiro principalmente nesse trecho (Vila Matilde até Itaquera) que nos dias dos jogos da Copa (em especial Brasil e Croácia), para fazer igual a operação descida no Sistema Anchieta-Imigrantes, colocando todas as 4 faixas em sentido único Centro-Bairro (duas horas antes dos jogos) para chegar até o estádio, desviando para avenida Tiquatira para os que quiserem chegar ao Centro de São Paulo.

E a partir do 2º tempo dos jogos inverter em sentido único a avenida Radial Leste no mesmo trecho (para chegar ao Centro de São Paulo). Essa operação é mais fácil em uma grande parte da Radial Leste por não ter cruzamentos devido as Linhas do Metrô e CPTM.

E ainda sobre prioridade de construção de corredores de ônibus na Zona Leste, a avenida Celso Garcia  necessita mais (recuperar pontos degradáveis) que a avenida Radial Leste (duas linhas da CPTM e uma do Metrô e faixas reversíveis).  

      

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

ECONOMIA DO BRASIL PARA O POVO BRASILEIRO



Muitos especialistas em economia justificaram o aumento da Selic para 10,75%, ficando ainda mais a frente como país de maiores juros real do mundo (taxa de juros menos inflação) feita pelo Copom (comitê de política monetária) devido ao mini estímulo na economia do Brasil feita pelo Governo Federal.

Se o crescimento é pequeno do PIB (produto interno bruto), é sinal que não está havendo aquecimento, consumo, demanda, então não reflete na inflação, como se justifica.

O pequeno recuo da inflação não foi por causa das altas taxas de juros, mas por causa do câmbio, toda vez que o Real se desvalorizar demasiadamente terá inflação maior, porque terá menos competitividade, os insumos/produtos importados serão encarecidos e repassados para o preço do produto final. O resultado que altos juros faz ao longo prazo é acabar com a concorrência (que mantém preços sob controle), quebra as pequenas e médias empresas (maiores empregadores), (-) oferta, (+) demanda é (=) à inflação maior.


Sobre a Petrobras, e a nossa batalha contra o aumento de preços dos combustíveis falei que a estatal fecharia com lucro líquido anual de 2013 em aproximadamente de 22 bilhões. Errei o lucro líquido de 2013 da Petrobras foi de 23,57 bilhões (disparado maior lucro do Brasil), crescimento de 11% em relação a 2012. Enquanto a mineradora brasileira Vale teve um lucro líquido anual de 115 milhões, 98,85% a menos que em 2012.

A Petrobras é do povo, não é o povo que é da Petrobras, se o conselho da empresa voltar com a história de defasagem de preços (comparam com países sem reserva de petróleo, e sem refinarias) vou reforçar proposta de dobrar os impostos pago pela estatal petrolífera e colocar o preço dos combustíveis como achar melhor, e com essa receita desonerar alimentos.

Grande parte do lucro da Petrobras vai para os acionistas bilionários estrangeiros, por ser formada por grande parte pelo capital privado, o povo simples brasileiro não quer pagar poupança (bolsa de valores) para estrangeiros, com aumento de tudo/produtos fretados, transportes públicos, e os próprios combustíveis, pra sair em capa de revista dos Estados Unidos, como empresa de controle brasileiro com recorde de lucro.

 

Lucro da Petrobras sobe 11% em 2013 e soma R$ 23,57 bilhões

Por Natalia Viri | Valor

SÃO PAULO  -  A Petrobras registrou em 2013 lucro de R$ 23,57 bilhões, alta de 11% sobre o ano anterior. A receita cresceu 8%, para R$ 304,89 bilhões, enquanto o Ebitda ficou em R$ 62,97 bilhões, com incremento de 18% na comparação anual.
A estatal encerrou o quarto trimestre com lucro de R$ 6,28 bilhões, queda de 18,9% em relação a um ano antes. A receita subiu 10,4%, para R$ 81 bilhões.
Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ficou em R$ 15,53 bilhões, alta de 30,2% na comparação anual. 
Os ganhos no período vieram 36% acima do esperado pelo mercado. A média de cinco casas de análise ouvidas pelo Valor apontava para lucro de R$ 4,62 bilhões. O resultado operacional, medido pelo Ebitda, ficou praticame nte em linha: as previsões apontavam para R$ 15,24 bilhões.
Apesar dos preços dos combustíveis no mercado interno estarem defasados em relação à cotação internacional, os resultados operacionais da estatal foram beneficiados por reajustes praticados ao longo do ano passado. 
Duas rodadas de aumentos de preços — uma em janeiro e outra em novembro — para a gasolina elevaram os preços em 10,9% nas refinarias em 2013. Já para o diesel, houve três reajustes — um deles em março —, que resultaram em alta de 19,5% na cotação praticada pela Petrobras.
Créditos
Créditos tributários e venda de ativos impulsionaram o resultado da Petrobras no quarto trimestre. Entre outubro e dezembro, a estatal registrou um resultado positivo em R$ 2,1 bilhões na linha de Imposto de Renda e Contribuiçã o Social sobre Lucro Líquido (CSLL), contra pagamento de R$ 962 milhões no mesmo período de 2013.
Esse crédito explica parte da diferença entre o lucro apresentado pela companhia e aquele estimado pelo mercado para os últimos três meses do ano passado. A Petrobras teve ganhos de R$ 6,28 bilhões no período, enquanto a média das previsões de cinco casas de análise apontava para R$ 4,62 bilhões.
O desempenho operacional foi beneficiado pelo crescimento de 10,4% nas receitas, para R$ 81 bilhões. Mas o reajuste de 11% na gasolina e de 19,5% para o diesel não foi suficiente para recuperar as margens da companhia. 
O custo subiu em maior proporção, 18,9%, levando a uma queda de 1,6 ponto percentual na margem bruta, para 21%. Nesse cenário, a empresa teve que contar com seu programa de desinvestimento para impulsionar os resultados.
A venda da participação no projeto offshore Parque das Conchas (BC-10) gerou ganhos de R$ 1,06 bilhão. O ativo tinha sido vendido por US$ 1,64 bilhão — a diferença entre os valores diz respeito ao montante pelo qual o ativo era registrado no balanço.
A contabilidade de hedge também deu força aos resultados. O mecanismo, que permite que a companhia suavize os impactos da variação cambial sobre a dívida em dólares, evitou perdas financeiras de R$ 4,52 bilhões.
Os balanços das principais companhias brasileiras, seus comunicados e analistas que acompanham as empresas podem ser consultados no Valor RI

Lu c ro  l íqu ido  da  Va l e  despenca   98, 84 %  e m   2013,   para   R$ 115  m i l h ões

Do UOL, em São Paulo
26/02/201419h34 Atualizada 26/02/201420h17
A Vale registrou lucro líquido de R$ 115 milhões em 2013, um tombo de 98,84% em relação ao resultado de 2012 (R$ 9,892 bilhões).
O principal impacto negativo no balanço foi a renegociação de dívidas tributáriascom o governo brasileiro, por meio do programa Refis. Sem isso, a mineradora teria ficado no zero a zero. 
A maior produtora de minério de ferro do mundo divulgou os resultados do quarto trimestre e do ano de 2013 nesta quarta-feira (26), após o fechamento dos mercados.
A receita da companhia no ano somou R$ 104,25 bilhões, alta de 11,5%.
No quarto trimestre, a empresa amargou prejuízo líquido de R$ 14,87 bilhões, forte queda em relação ao desempenho do terceiro trimestre, quando teve lucro líquido deR$ 7,949 bilhões. O prejuízo também foi maior que o registrado no quatro trimestre de 2012 (-R$ 5,46 bilhões). 
Sem o efeito da variação cambial e retirando também impactos não recorrentes --como a adesão ao Refis--, o resultado muda completamente de figura. Nesse caso, o chamado "lucro líquido básico" da Vale passa para R$ 26,7 bilhões em 2013. No quarto trimestre, a mineradora teria tido lucro de R$ 7,4 bilhões.

Impacto da adesão ao Refis

A entrada no Refis teve um impacto negativo de R$ 14,8 bilhões no balanço dos últimos três meses de 2013. Desse valor, R$ 6,04 bilhões referem-se a despesas financeiras e R$ 8,76 bilhões a impostos que serão pagos ao Fisco.
O valor ficou abaixo dos R$ 20,72 bilhões estimados em novembro de 2013 pela companhia, por conta dos descontos oferecidos no programa.

Mineradora questiona cobrança de impostos na Justiça

Em novembro, a Vale decidiu aderir ao Refis para o pagamento de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido de controladas e coligadas no exterior para o período de 2003 a 2012. A companhia decidiu pelo pagamento à vista do principal para os anos de 2003, 2004 e 2006 e o parcelamento do principal, multas e juros para os outros anos.
Com isso, colocou fim a um longo impasse que tratava de uma disputa total estimada em R$ 45 bilhões, referentes a coligadas da Vale no exterior. 
A adesão ao Refis implicou em pagamento de R$ 5,965 bilhões no final de novembro e de R$ 16,36 bilhões parcelados em 179 meses.
Apesar do acerto, a Vale questiona na Justiça o mérito da cobrança do imposto e espera obter um reembolso se o Supremo Tribunal Federal acatar sua contestação.
(Com Reuters e Valor)

domingo, 23 de fevereiro de 2014


Gostaria apenas de recomendar para refletir algumas coisas pontuais aos companheiros do PMDB no Rio de Janeiro, e que seja tomada a decisão que acharem como melhor e eficaz. Primeiramente não se trata de rompimento ou declarar guerra a nenhuma candidatura ou partido mas o momento e o cenário nos faz tomar decisões, para o bem do PMDB.

Na minha opinião a melhor decisão para o PMDB/RJ em relação as candidaturas do partido, principalmente ao governo do Estado com o vice-gov Luiz Fernando Pezão, seria a mesma que a pres Dilma tomará em relação as candidaturas à governador do Rio do PRB, PT e PR, e o próprio PMDB que significa apoiar todos.

O que isso tem haver com a candidatura do Pezão no Rio de Janeiro?

Seria oferecer apoio ou como se diz oferecer palanque na política, para os 3 candidatos que aparecem melhores nas pesquisas para candidatura a presidência da República (Dilma Rousseff/PT, Eduardo Campos/PSB, Aécio Neves/PSDB).

Isso significa que o PMDB/RJ dará mais apoio, e a candidatura do Pezão receberá mais simpatizantes que apoiam qualquer um dos 3. A dimensão que isso significa é só ver como foi a votação do 1º turno para presidência em 2010 no Estado do Rio de Janeiro.

Seria importante marcar reuniões/jantar com os presidenciáveis e lideranças partidárias. E tenho a opinião que o gov Sérgio Cabral não deve mais abrir mão da candidatura à senador em nenhuma hipótese.  

  • Bandeira do Rio de Janeiro 

    100,00% das seções apuradas
    • Dilma - PT43,76%
    • Marina Silva - PV31,52%
    • José Serra - PSDB22,53%



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

SP QUER MENOS PEDÁGIO E MAIS TRANSPARÊNCIA


Tem coisas que não podem passar despercebido da população do Estado de São Paulo, a forma que os governos do PSDB concedeu a iniciativa privada as rodovias paulistas sacrifica até hoje todos que precisam se deslocar de uma cidade até outra mais distante cobrando pedágios com preços absurdos, se gasta mais com pedágio do que com combustível no Estado de São Paulo.

Os valores são fora do normal em São Paulo porque o PSDB fez leilões das rodovias não exigindo o menor valor cobrado em pedágio, mas o maior valor pago pela rodovia e os ganhadores dos leilões colocavam valor mais adequado por eles.

E erraram e sacrificaram ainda mais a população paulista, o contrato de concessão das rodovias Anchieta-Imigrantes terminaria em 2018, que cobra o maior pedágio do Brasil, (para descer a serra para o Litoral paulista e voltar paga quase R$ 50,00), o secretário estadual de transportes da época Dario Rais Lopes, autorizou a prorrogação do contrato desse absurdo por mais 5 anos e 10 meses (11 dias antes de deixar o cargo) e logo depois se tornou diretor do consórcio Ecovias responsável pelas rodovias Anchieta, Imigrantes.

O Governo Federal que herdou o contrato firmado de forma erronia no Governo FHC (exigiu o maior valor pela rodovia federal, e não o menor pedágio), o contrato da concessão da Ponte-Rio-Niterói será encerrado e sem prorrogar, por considerar o pedágio caro, para fazer uma nova concessão e conceder a iniciativa privada quem cobrar o menor valor (pedágio) para administrar a Ponte Rio-Niterói.

Rais vira diretor da Ecovias após prorrogar concessão


Raphael Rocha Do Diário do Grande ABC 22 de março de 2012 






Ex-secretário estadual de Transportes, Dario Rais Lopes integra o quadro diretivo da EcoRodovias, empresa que tem como braço a Ecovias, administradora do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a Região Metropolitana ao Litoral. Ele assumiu o posto três anos depois de, junto à Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transportes do Estado de São Paulo), autorizar a prorrogação da concessão com a Ecovias. O contrato, firmado em 1998 com duração de 20 anos, passou a vigorar por mais cinco anos e dez meses, até março de 2024. A operação resultaria em acréscimo de R$ 4,03 bilhões na arrecadação da concessionária.
Dario Rais, que assumiu a vaga no primeiro escalão do governo estadual em 2003, ratificou a extensão contratual no dia 21 de dezembro de 2006, 11 dias antes de dar lugar a Mauro Arce no comando da Pasta de Transportes - José Serra (PSDB) iniciava seu mandato no Estado. Dos 12 contratos de concessão vigentes, dez sofreram aditamentos na época, entre eles o do Sistema Anchieta-Imigrantes. Três anos depois, o ex-secretário foi aprovado em assembleia para entrar no corpo diretivo da EcoRodovias, holding que engloba a Ecovias. Ele está à frente da diretoria de desenvolvimento de negócios da empresa.
Em 2011, a Ecovias anunciou receita bruta de R$ 691 milhões com o Sistema Anchieta-Imigrantes, equivalente a R$ 57,6 milhões por mês. Multiplicando a receita mensal da Ecovias pelos 70 meses de aditamento contratual autorizado por Dario Rais, a extensão da concessão renderia R$ 4,03 bilhões à Ecovias. Como contrapartida, a empresa teria de investir em serviços de manutenção do sistema, com fiscalização da Artesp. O aditamento também exigiu a construção da outra pista da Rodovia dos Imigrantes, entregue em 2002, com custo estimado de US$ 300 milhões. À época, o pedágio foi majorado de R$ 6,60 para R$ 9,60. Hoje, a tarifa praticada no Sistema Anchieta-Imigrantes é de R$ 20,10 - o maior, em valor único, do País.
Rais Lopes foi secretário durante a segunda gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e foi mantido também quando o tucano deixou o Palácio dos Bandeirantes para disputar eleição presidencial em 2006 - à ocasião, Alckmin foi substituído por Cláudio Lembo (DEM). A extensão do vínculo com a Ecovias foi autorizada na gestão de Lembo pelo então diretor de procedimentos e logística da Artesp, Marco Antonio Assalve, e anuência de Dario Rais. A Artesp é autarquia designada para cuidar das concessões de rodovias, mas está subordinada à Secretaria de Transportes.
Segundo avaliação de Ariosto Mila Peixoto, especialista em Direito Público, a ida de Rais Lopes para a EcoRodovias pouco tempo depois de ter ocupado a Pasta de Transportes do Estado é "no mínimo estranha". Para o advogado, não há comprovação de ilegalidade, mas a situação fere o princípio da moralidade. "Cabe, para começar, uma investigação profunda do Ministério Público. Não sei se há algo errado no passado. Mas o presente faz a gente desconfiar bastante."

Nova concessão da Ponte Rio-Niterói reduzirá pedágio, diz ministro


O governo federal anunciou nesta sexta-feira a concessão de cinco rodovias. Serão transferidos para a iniciativa privada 2.625 km de rodovias e a duplicação de 2.282 km. O investimento estimado é R$ 17,8 bilhões. Serão leiloadas parte da BR-476, na região Sul, e trechos das BR-163, 364 e 153, no Centro-Oeste, além da ponte Rio-Niterói.
"Nossa intensão é a de não renovar (com a atual concessionária da ponte), porque (a concessão) foi feita com taxas e valores de pedágio muito altos", disse o ministro dos Transportes, César Borges.
A concessão da Rio-Niterói terminará em maio de 2015. "Iniciamos o processo para concessão por meio de proposta de manifestação de interesse, para fazer (o leilão) neste ano. Vamos ligá-la à Linha Vermelha, e construir um mergulhão (na saída dela) em Niterói. Não tenho a menor dúvida de que conseguiremos modicidade tarifária", acrescentou o ministro. Atualmente, a tarifa cobrada na ponte é R$ 4,90.
As demais rodovias serão concedidas por 30 anos, tendo como principal justificativa a necessidade de escoamento de produtos brasileiros para portos subutilizados. "Queremos estruturar os eixos da produção brasileira para chegarmos aos portos de forma desconcentrada, indo para o Norte e Nordeste (e diminuíndo o tráfego em direção aos portos das regiões Sul e Sudeste)".

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

BRASIL, RUMO A ECONOMIA DO CAPITAL ESPECULATIVO


O Brasil entrou em um vício que a salvação para manter a inflação em baixa é elevar juros, o que está totalmente equivocada, o Copom(Comitê de Política Monetária) elevou a taxa básica de juros(Selic) para 10,5% ao ano, assim o Brasil fica ainda mais na liderança de país com maior juro real do mundo. A política monetária do BC está certa e o mundo errado? A resposta é: a maioria dos países emergentes tem crescimento alto e inflação sob controle. Com essa política o Banco Central coloca o país rumo à política de menos produção, e mais capital especulativo.

Essa política quem mais ganha são os bancos com juros de dívidas, e a própria inflação ficará comprometida ao longo prazo, porque o melhor forma para manter os preços sob controle é através da concorrência, se a política econômica acena que é melhor investir em mercado acionário, o consumidor diminui as compras devido os juros, e empresas quebram por não suportar juros de dívidas, fará a competitividade diminuir, e somente as grandes empresas sobreviverá sem a preocupação de aumento de preços porque a concorrência será menor a cada dia.

                                  Editoria de Arte/Folhapress




BC precisaria analisar que o melhor aliado para manter a inflação em baixa e fazendo o Brasil crescer ao mesmo tempo é usando o câmbio, para facilitar a importação de insumos, e aumentar a concorrência entre produtos nacionais e importados. O ministério da Fazenda deveria trabalhar conjuntamente com o Banco Central sobre os juros, para usar mecanismos que ambos instituições tem de fazer a economia crescer, e a inflação diminuir. 



Com taxa de juros menor a economia cresce, com mais desonerações os preços cai. Caso não haja entendimento com Banco Central sobre as taxa de juros, o ministério da Fazenda deveria sempre que houver aumento da Selic, aumentar as alíquotas dos impostos, sempre que houver diminuição da Selic, diminuir as alíquotas dos tributos. 




Assim poderá convencer o Copom que a melhor saída não é elevar taxa juros para manter a inflação sob controle e deixar o país nas mãos das Bolsas de Valores e Bancos, e o ministério da Fazenda nunca deve fazer o contrário (desonerar, quando o Copom eleva os juros) se não o Banco Central vai aumentar ainda mais a vontade de elevar juros no país, pensando que faz enorme efeito, que na verdade a desoneração que tem efeito maior e imediato, taxa alta de juros é o caminho para economia encolher, país entrar em uma crise econômica e as empresas quebrarem.  





Banco Central sobe pela 7ª vez o juro básico, a Selic, para 10,5% ao ano

CAROLINA MATOS, ANDERSON FIGO DE SÃO PAULO



O Banco Central (BC) subiu nesta quarta-feira (15) o juro básico da economia brasileira, a taxa Selic, em 0,50 ponto percentual, para 10,5% ao ano. Foi a sétima alta seguida da taxa, que havia caído para um dígito em março de 2012 (para 9,75% ao ano, de 10,5% ao ano). Foi a primeira decisão sobre juros de 2014.
"Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom [Comitê de Política Monetária] decidiu por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p. [ponto percentual], para 10,5% ao ano, sem viés", informou.
A decisão confirmou a aposta de alta de economistas brasileiros, baseada no atual cenário de pressão inflacionária. Havia, porém, uma dúvida em relação ao ritmo de aumento da taxa: de 0,50 ponto percentual ou 0,25 ponto percentual.
A elevação dos juros é um instrumento usado pelo governo para conter o consumo, uma vez que o crédito (tanto empréstimos em instituições financeiras quanto parcelamentos em lojas, por exemplo) fica mais caro. E, com menos demanda, a inflação tende a ceder.
PERSPECTIVAS
Para o futuro, as apostas dos economistas ouvidos pela Folha variam. Alguns acreditam que a Selic fique estável a partir de agora até o fim de 2014 e outros preveem mais altas, com a intensidade a depender da inflação.
Na avaliação de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, a Selic pode encerrar 2014 em até 11,25% ao ano, sendo mais duas altas –em fevereiro e em abril, de 0,50 meio ponto percentual e 0,25 ponto percentual, respectivamente.
"O BC tem que lidar com muitas questões [como inflação alta e crescimento fraco, por exemplo] ao mesmo tempo utilizando apenas um instrumento", diz.
Segundo ele, a aposta de elevação menor da Selic por parte do mercado desdenha da autoridade monetária. "É como se dissessem: este BC aí não vai fazer o que tem que ser feito porque está comprometido com o projeto de reeleição", afirma.
O economista defende a independência do Banco Central e diz que a autoridade "está fazendo tudo que pode para conduzir o sistema de metas em um planeta que mandou às favas os bons modos monetaristas através de estímulos econômicos nos EUA, no Japão e na Inglaterra."

Já o economista Luciano Rostagno, do Banco Mizuho, afirma que a atividade econômica fraca do país, principalmente pelo desempenho da indústria, deve impedir o BC de subir muito mais a Selic. "Indicadores de atividade da indústria sugerem que a produção do setor registrou forte queda na margem em dezembro, após sofrer ligeira retração em novembro."